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Desenvolvimento de habilidades: como preparar pessoas e negócios para um futuro que já começou

  • Foto do escritor: Galena
    Galena
  • 5 de jan.
  • 6 min de leitura

O mundo do trabalho passa por transformações profundas e aceleradas. Segundo o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, 70% das habilidades usadas hoje no trabalho devem mudar até 2030, impulsionadas pelo avanço da tecnologia, pela inteligência artificial e por novas formas de organização. Em um cenário como esse, o modelo tradicional de carreira, baseado em previsibilidade, cargos estáveis e capacitações pontuais, já não responde às necessidades das empresas e nem das pessoas.


O que ganha espaço é o aprendizado contínuo. Ou seja, o aprender agora passa a ser um processo permanente, integrado ao trabalho. O desenvolvimento de pessoas no trabalho, que antes era apenas um benefício oferecido pelas empresas, se transformou em um desafio estratégico de negócio.


Olhar para o desenvolvimento de habilidades na prática permite compreender como esse conceito evoluiu, por que ganhou centralidade nas organizações e o que realmente faz diferença quando se trata de preparar pessoas e negócios para um futuro que já começou. Vamos fazer isso?



O que é desenvolvimento de habilidades (e por que o conceito evoluiu)


Durante muito tempo, desenvolvimento de habilidades foi tratado como sinônimo de treinamento. Identificava-se uma lacuna, um curso era então oferecido e bola para frente. Mas esse modelo, além de ser genérico, raramente considerava o contexto profissional, os objetivos individuais ou a velocidade das mudanças no trabalho.


Atualmente, essa lógica é tida como insuficiente. O desenvolvimento de habilidades no trabalho passou a estar diretamente conectado às demandas reais do dia a dia e às prioridades estratégicas da organização. Em vez de focar em cargos fixos e trilhas padronizadas, o indicado é que empresas adotem uma abordagem mais flexível: o desenvolvimento baseado em habilidades, também conhecido como skill-based learning.


Nela, funções deixam de ser caixas rígidas e passam a ser entendidas como conjuntos dinâmicos de características profissionais e pessoais. As habilidades, assim, têm o espaço para se tornarem a unidade central do desenvolvimento, sendo mapeadas, desenvolvidas, combinadas e validadas continuamente, acompanhando a evolução do trabalho e das pessoas.


Essa mudança permite criar jornadas mais relevantes e personalizadas, em que o aprendizado faz sentido tanto para o colaborador quanto para o negócio.



Por que o desenvolvimento de habilidades virou prioridade estratégica?


A aceleração tecnológica e o avanço da inteligência artificial colocaram as empresas sob pressão constante por adaptação, performance e requalificação profissional. Desenvolver habilidades não pode mais ser o “algo a mais” oferecido pelo RH, ele tem que fazer parte da estratégia central das organizações. Empresas que investem em aprendizado contínuo conseguem responder mais rapidamente às mudanças, inovar com mais consistência e reduzir os riscos associados à obsolescência de competências críticas.


Acompanhar tendências, claro, é importante, mas o quê estratégico vai além: o desenvolvimento de habilidades passa a ser um fator, inclusive, de competitividade. Ele impacta diretamente a capacidade de execução, a tomada de decisão, a inovação e a sustentabilidade do negócio no médio e longo prazo. Por isso, o tema se consolida como pilar do desenvolvimento organizacional.



Quais habilidades realmente importam no cenário atual?


Diante de tantas mudanças, surge a pergunta: o que, afinal, vale a pena desenvolver? Relatórios do Fórum Econômico Mundial e da McKinsey ajudam a responder essa questão ao apontar habilidades que tendem a se manter relevantes mesmo em cenários de alta automação.


Algumas delas são: pensamento analítico, resiliência, flexibilidade, autoconsciência, influência social e a capacidade de aprender continuamente. 


Isto é, estamos falando de soft skills. Menos automatizáveis, com impacto transversal e alto valor estratégico, sem necessariamente pertencer a uma área específica. Elas atravessam funções, níveis hierárquicos e contextos de atuação, e sustentam decisões mais qualificadas, melhoram a colaboração entre equipes e aumentam a capacidade de adaptação das organizações frente à incerteza.


Isso não significa que as hard skills perderam importância. As habilidades técnicas continuam sendo essenciais para a execução do trabalho e para acompanhar avanços tecnológicos. O que muda é o seu ciclo de vida. Hard skills se atualizam mais rápido, exigindo requalificação profissional constante. Já as soft skills tendem a ser mais duráveis e transferíveis entre funções e áreas.


Falar em futuro das habilidades é reconhecer que o desenvolvimento não pode mais ser pensado apenas como resposta a demandas imediatas. Ele precisa preparar pessoas para lidar com o novo, com o imprevisível e com desafios que ainda não estão totalmente desenhados.



O papel do RH no desenvolvimento de habilidades


O foco operacional, centrado em processos e execução, tem cada vez mais perdido força. O que se espera hoje é que uma área de pessoas seja capaz de atuar como arquiteto da transformação, liderando o desenvolvimento de pessoas de forma estratégica.


Cabe ao RH traduzir a estratégia do negócio em prioridades de aprendizado, estruturar jornadas coerentes e garantir que o desenvolvimento baseado em habilidades esteja alinhado aos objetivos organizacionais. Ferramentas de People Analytics ganham protagonismo nesse processo, permitindo acompanhar o progresso das pessoas, identificar lacunas e medir impacto real.


É esse olhar que dá ao RH um papel estratégico. Esse movimento, e seus resultados, aparecem de forma clara no case apresentado no e-book Tendências do RH para 2026, que mostra como o desenvolvimento de habilidades no trabalho pode ser estruturado com dados, método e impacto mensurável.


Para entender como as empresas estão colocando essa abordagem em prática, com indicadores claros e resultados reais, explore o material completo Tendências do RH para 2026.



Como colocar o desenvolvimento de habilidades em prática?


Transformar o desenvolvimento de habilidades em algo concreto exige método e clareza. O primeiro passo é o mapeamento de habilidades relevantes para o negócio, criando uma taxonomia que organize quais dessas habilidades são estratégicas hoje e quais ganharão importância no futuro.


A partir desse mapeamento, é possível identificar prioridades tanto no nível organizacional quanto individual. Cada colaborador passa a ter mais clareza sobre o que desenvolver, enquanto a empresa garante alinhamento com suas estratégias de médio e longo prazo.


O skill-based learning se fortalece quando permite jornadas personalizadas, respeitando diferentes momentos de carreira, estilos de aprendizado e objetivos profissionais. Nesse modelo, o aprendizado contínuo é direcionado, com acompanhamento claro do progresso.


Outro fator essencial é a conexão com o trabalho real: o aprendizado aplicado no dia a dia passa a fazer parte da própria rotina e é, portanto, muito mais eficiente. É nesse ponto que o desenvolvimento de pessoas ganha relevância prática e impacto sustentável.



Desenvolvimento de habilidades gera resultado?


Gera. E, cada vez mais, pode ser mensurado de forma clara e objetiva. Por muito tempo, o desenvolvimento de pessoas foi tratado como um investimento de retorno difícil de comprovar. Indicadores como satisfação e engajamento eram importantes, mas insuficientes para responder à pergunta central das lideranças: qual é o retorno desse investimento?


Com o avanço de abordagens baseadas em dados, porém, agora é possível acompanhar indicadores como adesão aos programas, horas de estudo direcionadas a habilidades estratégicas, evolução individual e coletiva, além de impactos em performance, retenção e eficiência operacional.


O case apresentado no material Tendências do RH para 2026 mostra isso. Em poucos meses, foi possível observar aumento expressivo no engajamento com o aprendizado, com a maior parte das horas de estudo direcionada a habilidades diretamente ligadas ao negócio. Isso indica que, diante de um desenvolvimento bem estruturado, as pessoas aprendem com mais foco, autonomia e propósito.


A centralização do acesso à educação e a curadoria estratégica de conteúdos geraram economia significativa para a empresa, reduziram custos associados ao turnover e ampliaram o retorno sobre o investimento em desenvolvimento. Esses resultados reforçam que, sim, aprendizado bem estruturado gera ROI. Quando o desenvolvimento de habilidades está conectado à estratégia, ele é uma alavanca real de desempenho e crescimento organizacional.



Para onde ir daqui?


O futuro das habilidades já está em curso e, nesse movimento, organizações que estruturam o desenvolvimento de pessoas de forma mensurável e conectada ao trabalho real tendem a se adaptar com mais inteligência e a crescer de maneira mais consistente.


Capa do e-book da Galena em degradê de roxo e branco com destaque para o ano 2026 e o título Tendências o RH para 2026: do desenvolvimento centrado em habilidades ao impacto no resultado de negócio

Entre oferecer cursos e, de fato, desenvolver habilidades, há uma diferença fundamental. Ampliar acesso é importante, mas desenvolver exige organização, intenção e acompanhamento. É a partir dessa distinção que a Galena atua, apoiando empresas na construção de jornadas de desenvolvimento baseadas em habilidades, com curadoria, uso de dados e conexão direta com o dia a dia do trabalho. No case citado ao longo do texto, essa lógica aparece aplicada em um grande banco, mostrando como o aprendizado pode ganhar direção, foco e impacto mensurável.


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